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Calor extremo custou 28 bilhões de euros à Itália neste verão, aponta estudo

O verão de 2026 deixou um rastro que vai muito além do termômetro. Segundo o novo relatório Allianz Climate Economics 2026, divulgado em 24 de setembro, as ondas de calor extremo custaram à Itália cerca de 28 bilhões de euros em perdas econômicas.

Trata-se do valor mais alto entre todos os países europeus analisados. O montante é comparável ao tamanho de um pacote de medidas orçamentárias que o governo italiano aprova todos os anos.

A Itália lidera com folga o ranking europeu de prejuízos: logo atrás vêm a Alemanha, com 25 bilhões de euros, e a França, com 20 bilhões. No caso italiano, o impacto se traduziu também em uma desaceleração de 1,19 ponto percentual no crescimento do PIB.

No total, o calor extremo do verão custou à economia europeia cerca de 113 bilhões de euros, o equivalente a quase 0,5% da produção esperada para o ano em toda a região – um recorte de 30 países analisados pela seguradora alemã.

Por que a Itália sofre mais?

Os pesquisadores explicam que o impacto não vem apenas de eventos isolados, como incêndios ou tempestades, mas de um efeito cumulativo: queda de produtividade no trabalho, pausas mais longas e frequentes, faltas de funcionários, dificuldades em atividades ao ar livre, maior consumo de energia, prejuízos na agricultura e interrupções nas rotinas econômicas comuns.

Embora a economia alemã seja consideravelmente maior que a italiana, a combinação particular de temperaturas elevadas e condições ambientais no país fez o impacto proporcional recair com mais força sobre os italianos.

Custo humano

Os números econômicos vêm acompanhados de um dado ainda mais grave: estima-se que a onda de calor de junho tenha causado cerca de 20.400 mortes ligadas ao calor na França, Alemanha, Espanha e Itália.

Somando-se os óbitos de todo o verão, o custo em termos de anos de vida perdidos é estimado entre 1,5 e 7 bilhões de euros.

Os dados fazem parte do Climate Risk Tracker, ferramenta desenvolvida pela Allianz para monitorar riscos ligados às mudanças climáticas, cruzando dados meteorológicos com modelos de impacto econômico.

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