Antonio Augusto Streski Manjinski é de Ponta Grossa, no Paraná, e está desaparecido desde 2022. Mãe dele, Isabel Streski, alega que não teve apoio das autoridades e, por isso, faz investigações sozinha.
Sem ter respostas da polícia sobre o paradeiro do jovem, cujo sumiço não deixou pistas, a mulher decidiu fazer a própria investigação e mudou para o país vizinho — onde mora até hoje.
Além de se dedicar a encontrar o próprio filho, ela usa a experiência que vem adquirindo nas buscas para ajudar pessoas que passam por situações semelhantes.
Ao g1, Isabel contou ter criado uma associação para famílias de desaparecidos e disse que já auxiliou a encontrar 83 pessoas — enquanto continua buscando pelo filho.
“Isso é o que mais me desconsola, porque eu consigo encontrar tanta gente, e peguei uma experiência tão grande […] E não encontrar uma pista que seja em relação ao Antonio Augusto, isso me desespera”, afirma a mulher.
Antonio Augusto é natural de Ponta Grossa, cidade dos Campos Gerais do Paraná, e tinha 25 anos quando sumiu na cidade de Mariano Roque Alonso, na região metropolitana da capital Assunção, onde morava. Ele estava no último ano de graduação na Universidad María Auxiliadora (Umax) e residia no país desde 2016.
À época, Isabel reportou o caso ao Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty. Ela acredita que o filho foi alvo de um crime, mas as investigações — tanto dela, quanto da polícia — nunca chegaram a nenhum suspeito ou indício concreto do que pode ter acontecido com o jovem.
“São algumas hipóteses que eu levanto, que não podemos muito tocar no assunto sem ter provas. […] Mas eu não vou desistir, vou encontrar meu filho da forma que for. Ele foi esperado, ele foi sonhado, ele foi desejado. […] Então eu não vou abandoná-lo; seja da forma que for, eu vou encontrá-lo”, afirma Isabel.
O que dizem as autoridades
Segundo o Itamaraty, em casos de desaparecimento de cidadãos brasileiros no exterior, cabe aos consulados “apoiar familiares e representantes jurídicos na busca por informações que ajudem na elucidação dos fatos e na localização do desaparecido, respeitando-se as normas locais”.
“As repartições consulares não contam com poder investigativo ou de polícia. Familiares podem entrar em contato diretamente com o plantão consular da repartição consular responsável pela região do desaparecimento, ou com o plantão consular em Brasília, pelo telefone +55 (61) 98260-0610”, orienta o órgão governamental.
No caso de Antonio Augusto Streski Manjinski, quatro dias após o desaparecimento o Ministério Público do Paraguai divulgou um cartaz com um alerta de buscas, pedindo apoio de denúncias sobre o paradeiro do jovem.
No comunicado, o órgão também disse que comunicou a Polícia Nacional do país, pedindo por investigações. Veja abaixo:
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